Brasil e Inglaterra unidos pela divulgação da ciência

Britânicas visitaram a exposição 3D: Imprimindo o Futuro, fruto da parceria entre o MAST e o museu de Londres

As parcerias estão presentes em nossa realidade desde sempre. Em todas as nossas áreas, quando estabelecemos relações, também criamos um vínculo como um complemento importante. Um resultado concreto que define bem uma parceria de sucesso é a Exposição 3D: Imprimindo o Futuro, projeto do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) e o Science Museum de Londres.

Na última sexta (2), Nina Langlie, gerente de parceria em exposições, e Joanne Sheppard, gerente de projetos, foram recepcionadas por Heloisa Maria Bertol Domingues, Diretora do MAST, que apresentou os resultados obtidos na mostra.

“Recebemos a equipe que viabilizou a parceria para a realização da exposição. Elas acompanharam o resultado e gostaram muito do que viram, principalmente porque a mostra traz um novo conceito, já que exibe peças em 3D de instituições brasileiras, como Instituto Nacional de Tecnologia, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada, o Museu Nacional, o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe) e a Plataforma Cammada.”

As britânicas ficaram admiradas ao se depararem com a exposição. “É uma exibição inovadora que apresenta aos visitantes as maravilhas de um mundo tridimensional”, declarou Nina Langlie. Ela ficou encantada ao ver as impressões em 3D de alguns personagens dos filmes Star Wars. “Sou fã da série, já fotografei o meu predileto, o Mestre Yoda“, completou Nina.

Joanne Sheppard ficou entusiasmada ao ver a miniatura do Cristo Redentor. “É importante vermos como o MAST recebeu a exposição e trabalhou o tema tridimensional. Nós visitamos diferentes formatos de exposições das instituições e eu estou muito satisfeita em ver que aqui foram inseridos objetos que retratam a cultura local, afirmou.

A visita das inglesas faz parte do Touring Exhibitions Projects, iniciativa que oferece consultoria e treinamento para atividade em museus, além do apoio na entrega de galerias interativas e análise estratégica para identificar oportunidades no planejamento de exposições criativas que abrangem ciência, tecnologia, engenharia, matemática e medicina para inspirar o futuro.

“A equipe do Science Museum gostou muito do resultado e ficou muito entusiasma, pois há uma possibilidade de darmos continuidade com outras instituições que, porventura, se interessem por esta exposição no Brasil. Assim, podemos estabelecer um novo tipo de parceria, uma vez que o MAST auxiliou na tradução do conteúdo, elaboração de vídeo, o que ajudaria a estender a mostra pelo país, tornando-a uma exposição itinerante”, acrescentou a diretora do MAST.

Maria Helena Gonçalves, Coordenadora de Projetos do Museu do Amanhã, foi responsável por trazer a comitiva britânica ao MAST.  “Nós recebemos no Museu do Amanhã o programa Newton Fund Institutional Skills, do British Council, que apoia o treinamento em diversos temas para instituições públicas e da sociedade civil, incluindo museus de ciência. Aproveitamos para conhecer o MAST, e o resultado final da exposição 3D, para compreender como foi pensada a cenografia, a escolha das peças e como elas estão expostas. O resultado ficou excelente!”, concluiu.

Brasil e Inglaterra unidos pela divulgação da ciência

Quem também visitou o MAST foi Julia Knights, diretora de Ciência e Inovação da Missão Diplomática Britânica. Ela conversou sobre o Ano Brasil-Reino Unido, que está em negociação entre os Ministérios de Relações Exteriores de ambos os países. No encontro com Heloisa Bertol, ela citou a possibilidade de financiar eventos científicos e facilitar a criação de parcerias entre as instituições brasileiras e inglesas, a exemplo da que foi realizada entre o MAST e o Science Museum.

“A proposta é trabalhar temas de divulgação científica ao longo do ano, e também auxiliar na organização de eventos, como o Centenário do Eclipse de Sobral, que acontecerá em maio de 2019. Estamos pensando fazer uma exposição e um evento científico, com palestras e mesas redondas”, explicou Heloisa.

A Fundação Britânica de Inovação para Ciência, Tecnologia e Artes visa desenvolver iniciativas que direcionem a inovação e deixem a ciência mais acessível ao público em geral, estabelecer contato com instituições de ensino e pesquisa do País, além de iniciar parcerias em áreas como governança e cidades do futuro.

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