Brasileiros são medalhistas em olimpíada internacional de astronomia

Estudantes são premiados na 11ª edição da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (International Olympiad in Astronomy and Astrophysics – IOAA) em Phuket,  Tailândia. Ao todo, o Brasil conquistou uma medalha de prata, duas de bronze, duas menções honrosas e um prêmio especial pelo terceiro lugar em prova de equipe.

Realizada entre os dias 12 e 21 de novembro, a olimpíada internacional reuniu 219  competidores de 44 países.  Na equipe brasileira,  cinco estudantes do Ensino Médio. Foram eles: Pedro Pompeu de Sousa Brasil Carneiro (CE), Nathan Luiz Bezerra (CE),  Vinicius Azevedo dos Santos (CE); João Vitor Guerreiro Dias (SP) e Bruno Gorresen Mello (PR).

O ganhador da medalha de prata, João Vitor, falou da sua experiência internacional. “Foi uma experiência única. Tive oportunidade de conhecer pessoas de diversas partes do mundo e entender melhor suas culturas, além de desafiar meus conhecimentos e por em prova minha capacidade acadêmica.”

Além dos estudantes, a delegação brasileira contou com a participação do físico Thiago Caraviello (Colégio Etapa) e dos astrônomos Gustavo Rojas (Universidade Federal de São Carlos – UFSCar) e Eugênio Reis (coordenador de Educação em Ciências do Museu de Astronomia e Ciências Afins – MAST).   Estes dois últimos na função de líderes da equipe.

Antes de iniciar a competição, os líderes de todas as delegações se reúnem para analisar as provas que serão aplicadas aos alunos. Em última instância, suas contribuições são submetidas à votação na presença do comitê responsável pela elaboração das mesmas. Os exames devem ser aprovados pela maioria do conselho. É também função dos líderes traduzirem os testes para o seu idioma.  Em razão das atividades, eles não têm contato com a equipe até o encerramento das provas.

Foto: Thiago Caraviello (Colégio Etapa), Gustavo Rojas (UFSCar) João Vitor Dias (SP), Vinicius dos Santos (CE), Pedro Brasil Carneiro (CE), Nathan Bezerra (CE), Bruno Gorresen (PR) e Eugênio Reis (MAST).

Na disputa olímpica, os estudantes passaram por uma bateria de exames. Provas teóricas, leitura de carta celeste, manipulação de telescópios e mais. Nesta edição, a novidade ficou por conta da atividade prática em equipe. Após um sorteio, novos grupos foram formados para um desafio que valia premiação especial.  Cada grupo era composto por membros de países diferentes.  Sob um céu estrelado projetado no interior de um planetário, o grupo tinha como missão descobrir sua localização numa ilha fictícia a partir do movimento das estrelas.

 “Eles tinham dez minutos para calcular a latitude, longitude e a data a partir da observação do movimento das estrelas no céu. Isso era a combinação para sair do planetário. Cada valor abria uma fechadura da porta. De todos os grupos, somente um conseguiu decifrar o código e terminar a prova. Nessa prova, um dos nossos estudantes brasileiros – Bruno Gorresen – acabou ganhando um prêmio especial pela terceira posição juntamente com a sua equipe.” – conta Eugênio Reis.

No ranking geral olímpico, o Brasil ficou na 13ª posição. É o melhor resultado desde a edição de 2013, quando ganhamos duas medalhas de prata.  Com pouco tempo para comemorações, a comissão técnica da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) já iniciou o processo seletivo para 2018. Profissionais do Museu de Astronomia participam na elaboração das provas e organização dos treinamentos dos candidatos. A previsão é que em julho seja formada as equipes que irão representar o Brasil nas olimpíadas: XII IOAA e X OLAA (Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica).

Os torneios internacionais são, além de tudo, uma ótima oportunidade para quem deseja seguir carreira acadêmica no exterior.  De acordo com o Eugênio Reis, não por acaso, há muitos estudantes brasileiros olímpicos que ingressaram em universidades fora do país.

“O candidato premiado em uma olimpíada internacional tem grandes chances de ser bem avaliado dentro de um processo seletivo para o ingresso de uma universidade dos EUA, por exemplo. Muitos olímpicos brasileiros estão estudando em universidades fora do Brasil.”

Para acompanhar os processos seletivos das olimpíadas internacionais de astronomia, acesse: http://www.oba.org.br/site/

 

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