Métodos Alternativos de Educação

Foto: Renata Bohrer

A 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia apresentou atividades interativas para divulgação e popularização da ciência.  

O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), recebeu a 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), com atividades interativas para estimular a habilidade de cada participante. A programação, que aconteceu entre 24 e 29 de outubro, foi repleta de oficinas com métodos alternativos de educação, que não apenas expõem um tema, mas constroem coletivamente o conhecimento.

Ao longo do mês, os estagiários do MAST, bolsistas PCI e PIBIC, e um grupo de alunos da Fiocruz, dividiram-se em grupos e criaram atividades  com o tema “A matemática está em tudo”, especialmente para a SNCT.

Yey, marujos! Um novo oceano de possibilidades surge no horizonte, o mar de estrelas da Via Láctea!”. Assim foi a calorosa recepção para os participantes da Oficina Em busca dos planetas perdidos. Nesta atividade, o público foi convidado a participar da missão para navegar pelo Braço de Órion em busca das chaves para as sete charadas que revelam os planetas descobertos nos últimos anos. Para encontrar as respostas, foi necessário aprender as características dos planetas do Sistema Solar.

Foto: Leonne Gabriel/MAST

Os museus são espaços de educação não formal e promovem diversos benefícios sociais, culturais e educacionais. Ao longo do tempo, o MAST orientou suas ações educativas de estímulo a ciência para o público de visitação espontânea, professores e estudantes, promovendo projetos de divulgação da ciência e tecnologia com uma preocupação pedagógica. A pesquisadora da Coordenação de Educação do MAST, Sibele Cazelli, explicou o papel do museu:

Foto: Bruna Aguiar/MAST

“A escola não é o único lugar de aprendizagem. Os espaços de educação não formal como teatros, cinemas e museus promovem uma aprendizagem distinta. O museu tem mais liberdade para pensar métodos alternativos porque não estamos seguindo um currículo. Todas nossas ações são voltadas para a divulgação da ciência e tecnologia. Existe um diálogo entre as escolas e o MAST porque programamos visitas dos estudantes e fazemos assessoria ao professor, mas a pedagogia museal é diferente da escolar”, disse a pesquisadora.

A professora do 1º ano do ensino fundamental da Escola Augusto Magno, Tatiane Sampaio, acredita que o processo de ensino precisa encontrar meios alternativos para se conectar com as novas gerações. “Os métodos de ensino precisam se renovar e as tecnologias estão aí para nos ajudar. Por isso, o professor tem uma formação continuada, a gente precisa estar sempre se atualizando. Os alunos mudam e com isso o processo de ensino e aprendizagem precisa acompanhar essa mudança”, afirmou a professora da rede pública.

A Oficina Você em número introduz a matemática no corpo humano a partir de um Quiz sobre biologia e astronomia. Foram distribuídas plaquinhas de 1 a 3, e os grupos participantes tiveram que responder a perguntas como: “Se colocarmos os vasos sanguíneos  do corpo humano um ao lado do outro dão quantos metros de extensão?” Para surpresa de todos, a resposta correta são duas voltas e meia no planeta Terra. Essas e outras curiosidades foram explicadas durante a atividade. “Nós somos formados pelos mesmos elementos que as estrelas, o que muda basicamente são a quantidade das coisas”, disse o estudante de geografia e bolsista PIBIC do MAST, Vinícius Leal.

Os alunos da Escola Estadual Maria Werneck de Castro, em Irajá, participaram da Oficina Cozinhando com a matemática: Coquetel de números, também no primeiro dia de evento. A atividade usou 120 laranjas, beterrabas, couves, melancias e gengibres para fazer sucos. Os participantes puderam aprender a ler gráficos de pizza e de barra, peso, densidade e volume.  “Depois que a gente serviu o suco começamos a explicar o valor nutricional dos alimentos e a matemática deles. Os sucos são nutritivos e a conversa é sempre boa. Pensamos em fazer uma matemática palatável”, explicou o físico e bolsista PCI do MAST, Igor Lobo. Depois da explicação dos mediadores, os participantes da oficina colocaram mão na massa e fizeram os sucos.

Foto: Leonne Gabriel/MAST

Que som é esse?” foi o tema da oficina que abordou a relação da música com a matemática. Os participantes puderam explorar os conceitos de onda sonora e propagação do som. Durante a atividade foram usadas garrafas e taças com diferentes medidas de água que resultavam em sonoridades únicas. A aluna do Colégio Estadual Julia Kubitscheck, na Central do Brasil, Millena Gonçalves, disse que apesar de ser de família de músicos não associava a música à matemática: “Eu sou neta de músico, desde criança eu vivo nesse meio, mas nunca tinha aprendido que música tinha a ver com matemática. Foi legal tirar som das garrafas. Fazer música através de matemática é sensacional”, disse ela.

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia chegou ao fim, mas outras atividades interativas como o Programa de Observação do Céu, Brincando com a Matemática e Cozinhando com a Ciência continuam no MAST ao longo do ano e podem ser conferidas aqui.

* Leonne Gabriel é Estagiário de Jornalismo no Museu de Astronomia e Ciências Afins

Confira o vídeo e todas as fotos do evento:

SNCT - 2017

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