Heliostato e os raios luminosos

Usado para estudos de fenômenos ópticos, a origem do heliostato está atrelada ao físico holandês Willem Jacob Gravesande e remonta ao século XVIII. Esse instrumento possui espelho (ou espelhos) e um mecanismo de acompanhamento do Sol que compensa o movimento de rotação da Terra. A partir daí, ele coleta e direciona os raios luminosos ao ponto desejado.

Considerado um objeto de aplicabilidade experimental, os heliostatos podiam ser usados em pesquisas relacionadas aos estudos de luz. É o caso da ilustração (ao lado) que mostra o objeto durante uma apresentação sobre decomposição da luz no prisma, com base nos estudos de Isaac Newton.

Ao longo da história, esse instrumento foi ganhando novas formas, tamanhos e até funções. Atualmente, ele serve também em trabalhos de energia renovável.  Com o auxílio de um heliostato, a luz do Sol pode ser aproveitada para o aquecimento da água que impulsiona, por exemplo, as turbinas usadas para a geração de energia elétrica. Outra possibilidade de uso do heliostato envolve a captação e direcionamento da luz solar em ambientes fechados, poupando assim o consumo excessivo de energia artificial.

Observando o MAST é possível encontrar três modelos históricos de heliostato. Todos de procedência do Observatório Nacional. São eles: heliostato de Meyerstein, de Foucault e de Silbermann. O primeiro, do fabricante alemão Spindler & Hoyer, faz parte do corpo de instrumentos que compõe a exposição permanente Visões da Luz.

 

Comments

comments