Exposição 3D apresenta soluções tridimensionais aliadas do desenvolvimento em vários segmentos

Inauguração 3D Imprimindo o Futuro

A exposição 3D: Imprimindo o Futuro é uma oportunidade para se conhecer os avanços da tecnologia tridimensional, que inspira o futuro do design e reflete os avanços nas mais diversas áreas. As possibilidades de soluções criadas por meio destas impressões têm sido aliadas do desenvolvimento em vários setores. Na matemática, por exemplo, a utilização desta tecnologia na construção física de objetos matemáticos possibilita inovação nos processos de ensino e aprendizagem de disciplinas que exigem representações gráficas tridimensionais.

“O fato de você poder criar formas tridimensionais de coisas abstratas e poder analisá-las fisicamente, permite que você tenha um entendimento maior dessas estruturas matemáticas abstratas”, afirma Luiz Velho, matemático, professor e pesquisador do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).  “Se a gente pegar a relação entre a matemática e a impressão 3D, conseguimos materializar e entender melhor. Se você estuda matemática e usa a impressão 3D para visualizar os espaços abstratos, tendo algo palpável, concreto e tangível, isso faz com que você tenha um entendimento muito maior”, afirma Luiz Velho.

A digitalização 3D também é um avanço na paleontologia. Hoje é possível digitalizar os fósseis com lasers antes de eles serem removidos. Assim, a cópia fiel pode ser apreciada a milhares de quilômetros de distância do local onde os fósseis verdadeiros são mantidos.

“Estudamos sempre materiais muito raros, fósseis que você encontra às vezes um exemplar único e isso acaba fazendo com que uma série de análises seja impossível, porque a peça é muito frágil, incompleta ou quebrada. A tecnologia 3D me permite capturar o objeto em três dimensões e fazer a correção, a modelagem, completar partes que estão faltando e até animar este objeto. Podemos dar vida aos fósseis a partir desta tecnologia e eu posso mandar exemplares para museus do mundo inteiro por meio do computador,” declara Sérgio Alex Kugland, diretor professor do Museu Nacional.

O uso dessa tecnologia é infinito e oferece possibilidades aos processos de criação. A flexibilidade geométrica atrelada à impressão 3D também é o grande avanço para a área de design, que já não encontra mais limitações após a sua utilização.

“Para a área de design é um avanço incrível, pois de uma hora para a outra virtualmente você consegue materializar qualquer coisa. Isso não era possível antes, pois tínhamos limitações para se construir determinadas coisas. Hoje você imprime o que quiser, faz testes e simulações, desde partículas nano passando por escala de corpo humano, até dinossauro, carros, aviões… Todas as indústrias hoje se utilizam desse processo”, declarou Jorge Vicente Lopes, diretor da Divisão de Tecnologias Tridimensionais do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer

Com as impressoras 3D, é possível experimentar novos formatos, espessuras e texturas de material para moldar as peças finais, além de permitirem a construção de protótipos rápidos, para testes de modelagens.

“Hoje em dia você pode testar muito mais soluções a um custo mais basto. Você permite ter produtos mais customizados. Por exemplo, você tem como pegar imagem de um feto e ver se de repente há alguma deformação, para que o médico possa fazer um planejamento de cirurgia. O futuro já é agora, pois já trabalhamos com impressões de peças finais e os processos de produção estão se tornando mais rápidos, com materiais de maior rigidez. É muito viável você trabalhar já com os produtos finais saindo destas máquinas de impressão”, afirmou Marcos Garamvölgyi – pesquisador do Instituto Nacional de Tecnologia (INT)

Alguns desses exemplos você vai encontrar no MAST. A exposição 3D: Imprimindo o Futuro tem mais de 100 peças, incluindo modelos impressos a partir de pesquisas e ideias desenvolvidas por instituições brasileiras de ponta. A mostra une inovação e criatividade, permitindo com que os visitantes conheçam de perto o funcionamento das impressoras 3D e tenham a possibilidade de criar seus próprios objetos.

Promovida em parceria com o Science Museum de Londres, a exposição já foi apresentada com sucesso na capital inglesa e na cidade de Manchester, também na Inglaterra. A entrada é gratuita. Os horários para visitação são de terça à sexta, de 9h às 17h, sábados, de 14h às 19h, e feriados, de 14h às 18h.  A mostra ficará em cartaz até 31 de janeiro de 2018.

Para realizar a exposição, o Museu conta com o apoio de instituições que desenvolvem a tecnologia 3D no Brasil: Instituto Nacional de Tecnologia, Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, Instituto de Matemática Pura e Aplicada, Museu Nacional, Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe) e Plataforma Cammada.

Assista a cerimônia de abertura completa abaixo:

Comments

comments