Os dilemas da crise do Rio de Janeiro

Palestra vai abordar o descompasso no sistema federativo brasileiro, e indicar os fatores que diferenciam a crise vivida pelo Estado.

A crise financeira tem deixado marcas no Estado do Rio de Janeiro. Mergulhado em caos político, social e econômico, a Cidade não tem sido tão maravilhosa para os seus habitantes e visitantes ultimamente. As belezas naturais e a alegria do povo saíram de foco, e o Rio ganhou noticiário pelos hospitais com atendimento precário, escolas fechadas, servidores sem pagamentos e falta de recursos para a segurança pública.

O grupo de pesquisa Território, Ciência e Nação, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), não foge dessa importante discussão e promove no próximo dia 25, a palestra A crise do Rio: nossos dilemas são brasileiros, que será ministrada pelo Cientista Político Luiz Carlos Ramiro Junior. O debate vai apresentar um porquê do colapso político que tange as dimensões institucional, econômica, social, e, marcadamente, de segurança pública do Estado, que culminou com o pedido de intervenção militar. Assim, o exército passa a ter responsabilidade sobre as polícias, bombeiros e a área de inteligência do Estado, com poder de prisão de seus membros.

O encontro também vai apontar os fatores que diferenciam a crise do Rio de Janeiro das demais regiões do país. Os problemas que originaram tanta instabilidade, os descaminhos da administração que aceleraram a situação-limite e o profundo desprezo no tratamento do dinheiro público. Além disso, a reflexão vai buscar a compreensão do descompasso no sistema federativo brasileiro. O alto preço pago à ações homogêneas em um país tão heterogêneo, incluindo o Rio nessa conta.

Moema Vergara, coordenadora do grupo de pesquisa Território, Ciência e Nação, ressaltou a importância da realização do debate na conjuntura atual: ” É essencial que o público também identifique o MAST como um lugar de reflexão para questões que nos atingem no cotidiano, sem deixar de cumprir nossa missão institucional. Ao estudar a história da ciência vemos que momentos de crise do passado também conformaram as práticas científicas, como a Revolução Francesa, Revolução Industrial e a Reforma Protestante. O que estamos fazendo agora é ver estas relações do contexto e seu impacto nos estudos sociais da ciência na atualidade”, explicou a pesquisadora.

A palestra acontece no auditório do prédio sede, das 14 às 17h, e terá transmissão ao vivo pelo site do Museu: www.mast.br. Clique AQUI e conheça mais sobre o projeto Território, Ciência e Nação.

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